quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Aprimorando a educação financeira - 25 Antes dos 25

Nada de falar de coisas que só economistas entendem. A educação financeira é acessível a todos, sendo composta basicamente por aprender a economizar, cortar gastos, poupar e acumular dinheiro. Isso tudo com o objetivo de ter uma melhor qualidade de vida não somente depois da aposentadoria, mas sim no presente e por todo o caminho até lá. Parece bom, não é mesmo? :)
Antes de mais nada, vamos falar dos três pilares da educação financeira: poupança, consumo e organização. Começarei pelo primeiro contando um pouco sobre minha primeira experiência que mostrou a importância de gastarmos menos do que recebemos. Comecei a ganhar mesada na 5ª série (R$5) e sempre tirava parte dela para colocar no cofrinho, para me precaver em relação a eventuais emergências ou mesmo conseguir comprar algo mais caro. Foi assim que consegui pagar, sozinha, uma excursão para o Hopi Hari com o colégio na 7ª série, que custava cerca de R$250. Hoje parece pouco, mas na época era o equivalente a um salário mínimo e minha mesada era 10x menos do que isso.
Essa experiência abriu meus olhos para a importância de se poupar sempre. Afinal, se eu não tivesse economizado, não teria viajado, já que meus pais não estavam em boas condições financeiras em 2003. Poupar se tornou um hábito para mim, mesmo tendo passado por uns períodos nos quais acabava consumindo demais, gastando em coisas que hoje vejo que são totalmente desnecessárias.

Isso nos leva ao segundo ponto, o consumo consciente. Já falamos um pouco sobre isso no blog, estão lembrados? Mas não custa reforçar. Se você sempre reclama que seu dinheiro acabou antes do fim do mês e que está no vermelho, é hora de repensar seus gastos - e também seus ganhos! Mas antes de procurar um segundo emprego, lembre-se de que mudar seu consumo pode ser bem melhor na medida em que também traz benefícios para o meio ambiente!

E é para te ajudar a tomar essas decisões e a analisar sua situação financeira que existem os balancetes! A terceira e última regra de ouro. É chato ficar lembrando do que comprou, quanto gastou etc? Não nego, é sim. E dá um pouco de trabalho. Mas quando pegamos o jeito é uma beleza! Uma dica é sempre que possível usar o cartão de débito (assim fica mais fácil de lembrar depois, é só conferir o extrato). E outra dica é sempre separar no seu balancete as receitas/despesas fixas (salário, aluguel etc) das variáveis (venda de alguma coisa, luz etc), separando também o essencial (como alimentação) do supérfluo (como lazer). Ler esse post também é uma boa!

Tem gente que gosta de fazer um balancete por mês, outros de fazer um grandão com os meses lado a lado, de forma a poder comparar com mais facilidade as flutuações de receitas/despesas durante o ano. Tanto faz, o importante é você utilizar seu balancete para saber no que gasta mais/menos, no que pode economizar, de onde virá o dinheiro para eventuais gastos futuros etc. E para facilitar, neste post há a sugestão de seis aplicativos para dispositivos móveis que prometem facilitar o controle das finanças - abaixo um exemplo fictício no Minhas Economias.
Ok, mas eu já faço tudo o que você está falando. Hora então do próximo passo na educação financeira: fazer seu dinheiro "trabalhar" por você. Ou seja, render. Claro que para isso você tem que ter em mente o que você pretende fazer com aquele dinheiro e quando. E o ideal é ter um pé de meia pro futuro (aposentadoria), outro para emergências (com o qual seja possível viver por pelo menos 2 meses sem rendimento algum) e outros(s) para projetos como viagens ou compra de bens mais caros.

Enquanto a poupança é a aplicação mais conhecida, é também a que menos rende. Então não é muito boa para uma aposentadoria ou um projeto até mesmo a médio prazo. O mais indicado nestes cenários são as aplicações de renda fixa, compras de títulos do governo (como Tesouro Direto) ou o CDB, por exemplo.

poupanca tesouro direto

Pesquisando muito pela internet, decidi começar a investir no Tesouro Direto. É muito simples mesmo e o mínimo a ser comprado é 10% de um título, o que dá entre R$60-80 (considerando o título mais barato). Você faz tudo pela internet e tudo o que você precisa saber está super explicadinho no site oficial. Tem até um curso online gratuito para iniciantes!

E é por isso que não vou me deter muito nesse assunto não, mesmo porque não quero correr o risco de falar alguma bobagem. O que eu posso afirmar com certeza é que, no fim das contas, educar-se financeiramente ou aprimorar a educação que você já tinha é mais fácil do que parece, viu? ;)

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